Mostrando postagens com marcador edição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador edição. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de setembro de 2011

Redemption song




  • em minha cidade, que é litorânea e reduto de surfistas, as canções de Marley são arroz de festa
  • na vidinha boa que se vive aqui, devo ter ouvido milhares de covers do repertório do ídolo jamaicano
  • tão tristes e vexatórias que, confesso, sou uma traumatizada: passo longe de toda e qualquer canção de Bob!
  • por isso a minha surpresa com este vídeo
  • nem tenho como explicar porque raios fui dar um play e ouvir pela enésima vez outra versão de Redemption Song
  • (e nem o selo de qualidade de tudo que é feito pelo Playing for Change me animava)
  • mas acabei por capitular - graças! - e agora não me canso de ver e ouvir este clipe, over and over, nestes últimos dias
  • a cada audição, o encanto e a emoção crescendo,
  • junto com a percepção da riqueza de texturas que os músicos around the world e seus instrumentos agregaram à canção original
  • (e faz favor, não tira os olhos da tela, porque as imagens - um desbunde de edição - são simplesmente cativantes!)

...

"A música é uma afirmação da vida. Não é uma tentativa de trazer ordem ao caos, nem de sugerir melhorias na criação, mas simplesmente uma forma de despertar para a verdadeira vida que estamos vivendo." John Cage.


*



*depois de uma ausência sentida, retomo minhas atividades de lazer (que é como considero este blog) com uma canção que é também um pedido de desculpas, uma [éspecie de] redenção. ** esta não é a primeita vez do Playing for Change no blog. Tem outra linda [lembra?] aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Espelhos servem para refletir o rosto, a arte para enxergar a alma








Arte é sair do lugar comum. 

Olhar alguém nos olhos, por exemplo, quando já ninguém mais faz isso, acostumados que estamos em conversar por telas, vidros, telefones, máscaras... minimamente interessados em ouvir e/ou perceber o outro.

Silenciar e tentar captar a essência alheia é muito mais significativo que o solilóquio descontrolado e sem profundidade que vivenciamos hoje. 

Foi o que comprovou a artista e performer sérvia, Marina Abramovic, 65, durante os 3 meses que ficou sentada, em silêncio, no meio do MoMA em Nova York.  

A obra The Artist is Present, contava com a artista sentada em uma cadeira enquanto à sua frente em outra cadeira, os visitantes do museu se revezavam, por tempo ilimitado, na única função de devolver o olhar para Marina. O incrível é que, durante os 90 dias, todos os dias, da hora que o museu abria até a hora do seu fechamento, Marina não se levantou, não comeu, não falou, não se mexeu.  

O MoMA montou um flickr com fotos de todos que participaram da performance junto da artista, sem nomes ou identificaçao, somente com a contagem dos minutos que estiveram frente à frente. Vale a visita - as centenas de faces impressionam!

Mas se você - assim como os que ousaram, respeitosamente, encarar a artista - não teme a emoção, vá direto ao marina abramovic made me cry, feito só com os flagrantes dos que não conseguiram conter as lágrimas... 


  • fuerte!
  • made me cry, too... 

 
"Não digas nada! Nem mesmo a verdade. Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender." Fernando Pessoa


*










* Marina Abramovic, a artista, é a mulher de vermelho, no primeiro quadro à esquerda, na última foto - a única que não chora. Bjork, seu marido e filhinha sentaram na cadeira do MoMa, em frente à Marina. Lou Reed também. Bjork chorou. Não achei mais as fotos deles. Frase no título: George Bernard Shaw. 
** Este post foi escrito no ano passado (a exposição no MoMA foi de março a maio de 2010) e estava arquivado em minha pasta de rascunhos, aguardando finalização. A edição é uma função que nunca termina - ou o assunto é raso, não nos mobiliza e cansa ou a gente se cansa de tanto matutar o assunto que não cansa - e só acaba quando paramos de matutar. O que ainda não é o caso deste texto...