domingo, 26 de dezembro de 2010

E como serão os próximos natais?


Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito.


David Mourão-Ferreira, Ladainha dos póstumos Natais, em "Cancioneiro de Natal"
 


*


 
 
* always with you, John-John.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A canção de Natal mais sexy que já se viu!

E é de 1953(!) 


  • porque o espírito anseia pela altura, mas a carne para sempre é fraca...

Faz todo o sentido mostrar que o outro faz sentido


  • e o prêmio de melhor comercial de Natal deste ano vai para o anúncio criado para a John Lewis, loja de departamentos britânica (com cenas gravadas em Edimburgo, Escócia)
  • "para aqueles que gostam de mostrar que se importam"
  • (maravilhosa a trilha sonora - uma versão muito delicada de Your Song, do Elton John)

  • Justamente a canção que há 20 anos atrás dediquei ao amigo João Batista - que se foi deste mundo para sempre
  • entretanto, sua presença em mim permanece - ainda mais
  • because one day you were in the world, I still can see how woderful life can be!
#loveujohnjohn

Há poucas horas do Natal...

Não custa (nada, mesmo) lembrarmos de Oscar Wilde:

"Vivemos um tempo em que as coisas desnecessárias
são as nossas únicas necessidades.
Hoje sabemos o preço de tudo e o valor de nada." 


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal, do Mr. Bean!


A brincadeira na vitrine da Harrod's é simplesmente genial!

Mais um Feliz Natal, do José Simão!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! Faltou falar do dindin. É porque faltou verba!

Todo ano nesta data temos que celebrar aquele que veio à Terra nos salvar: o Décimo Terceiro. Ops, o PÉSSIMO TERCEIRO! Aquele que você leva 12 meses para ganhar e uma hora para gastar! É como disse um amigo: "De que adianta ganhar 13 salários se a mulher gasta 14? Rarará! E o péssimo terceiro já está sendo chamado de ejaculação precoce: entrou, acabou!"

Feliz Natal, do Simon's cat!



Fofo, fofo!

Papai Noel existe sim, é um chato, mas quem não é?


...

"A objeção mais impiedosa ao Papai Noel vem da crítica racionalista, pela qual é nocivo induzir as crianças a acreditar em coisas cuja existência é duvidosa.
Acho curioso. No fundo, acreditar ou não na existência do velhinho do polo Norte é sem relevância. Mas é crucial acreditar na possível generosidade do mundo para com a gente e com todos.

(ai que linda essa frase, gente! Vou fazer um copy+cole na memória para acessar sempre.)

Anos atrás, passando o Natal em Gstaad, uma estação de esqui nos Alpes do Valais, na Suíça, eu e um amigo decidimos (estupidamente) atormentar o pequeno Mário, seis anos, anunciando, sem parar, a chegada iminente do Papai Noel. Mário, ao mesmo tempo, desejava essa chegada e era literalmente apavorado por sua eventualidade. No fim, quisemos saber: do que ele tinha tanto medo? Da aparição sobrenatural do trenó voador? Do julgamento de seu comportamento passado, que seria implícito no presente recebido? Mario explicou: "Nada disso. É que, se ele vier, eu terei que ser bom".

...



 
 
* trecho de "Quem não acredita em Papai Noel", crônica de Contardo Calligaris, para a Folha de São Paulo(23/12/10). Tirinha Calvin and Hobbes, por Bill Watterson

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E tem essa, que acabei de lembrar

Um grande navio naufragou próximo à uma ilha deserta - óbvio que não foi no mar, mas no meio do completo nada! Alguns passageiros e tripulantes conseguiram alcançar a ilha:

Dois italianos e uma italiana;
Dois franceses e uma francesa;
Dois alemães e uma alemã;
Dois gregos e uma mulher grega;
Dois ingleses e uma inglesa;
Dois japoneses e uma japonesa;
Dois chineses e uma chinesinha;
Dois irlandeses e uma irlandesa;
Dois brasileiros e eu (representando a mulher brasileira, pode ser?).

Um mês depois, nesta ilha absoluta e impressionantemente deserta no meio do nada, ocorreram os seguintes fatos:

Um dos italianos matou o outro italiano para ficar com a italiana.
Os dois franceses e a francesa estão vivendo juntos e felizes em um perfeito menage à trois.
Os dois alemães desenvolveram um meticuloso programa semanal de visitas à mulher alemã, repleto de regras e condições, rigidamente cumprido pelos três.
Os dois gregos passaram a dormir juntos enquanto a mulher grega está cozinhando e limpando para eles.
Os dois ingleses estão esperando que alguém os apresente à inglesa.
Os dois japoneses conseguiram enviar uma mensagem para Tóquio e estão aguardando instruções.
Os dois chineses abriram uma loja de bebidas, um restaurante e uma lavanderia e engravidaram a chinesinha para conseguir empregados de confiança e assim ampliarem os negócios.
Os dois irlandeses dividiram a ilha em norte e sul e montaram uma destilaria. Eles não se lembram da mulher irlandesa porque tudo fica confuso depois de alguns litros de whisky de coco, mas estão muito felizes, porque vêem que os ingleses não estão tendo nenhuma diversão.

Os dois brasileiros estão construindo um barco para fugir da ilha porque eu simplesmente não fecho a matraca, reclamando sem parar da situação; que os dois não se mexem; da verdadeira natureza do feminismo; de que todo este sol está acabando com a minha pele; porque afinal eu tenho mesmo que fazer tudo nesta ilha; da minha realização profissional e pessoal; da divisão igualitária das tarefas domésticas; de como estes trapos resultantes do naufrágio me fazem parecer gorda e realçam minhas celulites; do quanto minha opinião é seguidamente desrespeitada; de que sempre foi assim, desde meu primeiro namorado; de como um cabeleireiro à esta altura faria milagres à minha autoestima; de como o relacionamento conturbado com minha mãe é a fonte de todos os meus problemas; porque eles não param de discutir futebol e terminam logo este maldito bote; porque tudo o que eu mais quero é um homem que finalmente me entenda e me resgate desta ilha esquecida por Deus no meio de uma droga de lugar nenhum para que eu não perca meu compromisso semanal com minha manicure favorita, dê uma espairadinha no shopping e assista a novelinha, que tá louca de boa e não dá para perder!

  • Originalmente, a piada diz que a nacionalidade da brasileira é americana, assim como os dois infelizes acompanhantes.
  • Para adequar a piada ao post, fiz poucas alterações.
  • E me contive para não revelar que os dois brasileiros que naufragaram comigo são, na verdade, meu pai e meu marido!
  • Mas o real motivo ao contar esta piada é para que nos unamos em total solidariedade às mulheres gregas...

* mais um que vai pra ti, Fábio T.! 

Comida e natureza humana

"Você está na savana africana há 100 mil anos. Sua tribo é pequena, as mulheres se reúnem para trocar informações sobre onde coletar raízes e frutos e trocar favores para ter com quem deixar seus pequenos enquanto se aventuram.

As mais faladeiras são as mais simpáticas, as mais capazes de estabelecer redes de informações sobre os lugares de coletas e as mais hábeis em proteger suas crianças.
A isso, Darwin chamou vantagem evolutiva. Essas mulheres deixaram mais filhos que as casmurras, as ensimesmadas de poucas falas. Não é de espantar que as mulheres de hoje falem pelos cotovelos, em média três vezes mais que os homens. Elas salvaram seus filhos. É algo que temos que aturar? Ou admirar? E os homens? Mais musculosos, menos apegados às crias, iam à caça, silenciosos, comunicavam-se por sinais, para não afugentá-la. Traziam as preciosas proteínas, que nos deram cérebro diferenciado. Cansados, sentavam-se ao redor da fogueira em silêncio cúmplice, amizade de homem. Não é de admirar que hoje, em torno da TV, tomem cerveja e urrem com os lances do futebol. Amizade de homem.

Nem raízes e frutas eram fartas, nem proteínas da caça eram fáceis. Havia substâncias nelas que se acumulavam no corpo como uma reserva de combustível: açúcares e gorduras. Se a turma passasse um tempo de vacas magras, o corpo se abasteceria deles.

Novamente aí entra Darwin a dizer: quem gostou mais de açúcares e gorduras deixou mais descendentes. Somos descendentes daqueles africanos que gostavam mais de açúcares e gorduras, pois os outros morreram de inanição. 

Agora, uma diferença: na savana, você tinha que ralar para pegar um pouco de proteína, de açúcar e de gordura. Não havia obesidade entre nossos ancestrais, muito menos academias de malhação. Mas você está lendo o jornal na poltrona. O telefone está ao alcance da mão. Nele está gravado o número do serviço de entrega da quantidade de proteína, gordura e açúcar que você quiser. O que acha que seus genes vão pedir? Que saia à caça? Que busque as amigas para saber onde ficam as melhores raízes e frutas? Toda a parte boa pode ser entregue em casa: a fogueira está lá, basta chamar os amigos para ver TV com cerveja e pizza; as mulheres estão na cozinha, conversando sem parar, sem ter ido à coleta - a coleta foi até elas.

É essa a armadilha que a natureza nos preparou. Ela nos seduziu para que acreditássemos que isso é a tal da felicidade."

#darwintiamu!


  • Mais alguém aqui considera a psicologia evolucionista uma espécie de bálsamo que nos redime de toda a angústia de ser humano,  liberando-nos da sensação monstruosa que nos aflige ao percebermos que nossas reais intenções na vida são as mesmas de qualquer outro animal selvagem?
  • Não sei como a comunidade científica encara este tipo de texto, mas pessoalmente, acho uma delícia!
  • E não entendo como ainda consideram Freud mais influente que Darwin, Einstein e Galileu
  • Francamente!
  • Será que o mundo se transformou em área exclusiva de argentinos?


* Francisco Daudt, psicanalista e médico, escreve para a Folha de São Paulo, à terças. Texto publicado em 21/12/210.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Feeling this way, tonight...



  • quem aí aguenta trabalho + correria de fim de ano + calor senegalesco + filhos em férias em casa + faxina de Natal?

  • se ao menos no pacote viesse incluída uma massagenzinha nos pés... 

Dreaming of a white christmas






  • Neste dias em que o sol voltou a brilhar com toda sua grandeza, o noticiário aparece repleto de imagens da neve prematura na Europa
  • Não consigo conter uma vaga e estranha nostalgia.
  • [nostalgia]: melancolia, tristeza causada pela saudade de sua terra. Saudade do passado, de um lugar.
  • Em algum lugar de minh'alma sinto a presença de um Natal onde os corpos se aquecem ao redor da lareira, com as vozes de Bing Crosby e Elvis preenchendo o ambiente e com a visão de uma janela onde a paisagem lá fora é branca é cálida.
  • Inexplicável!   

Na real, eu sou só uma ursa polar, aprisionada em um zoológico para divertir o público pagante e que sonha com o retorno ao paraíso, quando enfim terei dias de cabeça fresca...


* as primeiras fotos são de Paris, há dois dias atrás e saíram do portal Terra e Uol, assim como a última, que mostra um lago em Berna, Suíça. A penúltima foto é de um mês atrás, e mostra a geada ao amanhacer, nos campos de Florença - amo os tons de laranja que a luz solar cria no verde das árvores! - de autoria de Consuelo Pascolato.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Uiuichiú de Natal

Se você é do tipo que não canta nada e nas festas de Natal só "enrola" os refrões de Noite Feliz e Jingle Bells, o post de hoje veio ao seu encontro. 

Especialmente pra você, preparei uma versão simplificada de uma das canções mais bonitas desta época: Uiuichiú!
Não conhece? Então sirva-se de um copo de água, faz um gargarejo com o último gole e solta a voz comigo:

Uiuichiu a mérri crixtchimaxs
Uiuichiu a mérri crixtchimaxs
Uiuichiu a mérri crixtchimaxs
Énn a répi niu irrrr!

E quando o refrão estiver bem treinadinho, pule para a versão completa (até criança canta!):



 *





* Percebeu que a seleção de posts deste sábado veio toda trabalhada no humor? É que bom humor TAMBÉM é espírito natalino!

Feliz Natal, do José Simão!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente!
  • Sabe o que o Papai Noel de shopping pediu para o Papai Noel? Um emprego fixo!
  • Conhece o corno "tipo" Papai Noel? É aquele que vai embora, mas volta por causa das crianças!
  • E a pior coisa do Natal: peru mole e Papai Noel duro!

  • E os aeroviários prometendo greve para 23 de dezembro? Passar o Natal no aeroporto vai ser barra. Barra de cereal!
  • Então fica assim a ceia de Natal do aeroporto: barra de cereal e peru. É só agarrar o do comissário mais próximo! 


  • E sabe como o Papai Noel dá risada em Brasília? HO-HO-HOUBAMOS MUITO! 
Nóis sofre mas nóis goza!

Feliz Natal, do Clóvis!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Feliz Natal, do bom senso!

Por que alguém, medianamente normal, quereria viver em uma plataforma móvel, feita do mais puro gelo, nos confins do Pólo Norte? Ou ficar a noite toda voando pelo céu distribuindo presentes para crianças de merecimento duvidoso?

um ponto em que o altruísmo torna-se doença. Ou seria, então, um intricado e sinistro esquema de lavagem internacional de dinheiro?

Pois veja bem: um homem sem endereço plausível, sem nenhuma fonte aparente de renda - e com uma fortuna considerável! - desce pela chaminé à meia-noite, enquanto o cidadão decente, cumpridor da lei está dormindo tranquilamente em sua cama.

É ou não motivo de alarme?

I love you but...



Adorei conhecer o projeto dos ingleses Alex Holder e Ross Neile. Os artistas perguntam para pessoas comuns, aleatoriamente, o que é que mais as incomodam em seus parceiros e então, registram em ilustrações. 

Depois, colecionam todas em um album - o site I love you but - que além de divertir, faz refletir.

Pelo pestisco que mostrei aqui já não te deu vontade de ir correndo conferir o trabalho dos moços?


  • Mas e você? Como completaria a frase?
  • Ah, vai, deixa de nhenhenhém que nem é difícil...
  • Pra começar, vou confessar uma:
I love you but,
 você sempre lambe a faca com que passa a geléia - dos dois lados! -e volta a usá-la, como se o pote todo fosse só seu!

Yma!

A dica de música de hoje vem do fundo do baú - do youtube!

Yma Sumac nasceu no Peru em 1922. Na década de 50, fez sucesso nos EUA como cantora lírica, especialmente por seu enorme alcance vocal, que ia acima de três oitavas. Explicando: com sua voz, era capaz de emitir notas agudíssimas que soavam como o canto dos pássaros e graves que iam abaixo da tessitura de um barítono (thanks, wikipedia). Em suma: diva!

Só fui saber disso tudo porque uma de suas canções foi usada na abertura do desfile da coleção Lanvin desenvolvida para as lojas H&M (pra quem não sabe, o varejo de moda é minha fonte de renda). Tão logo ouvi os primeiros acordes fiquei hipnotizada e passei a cantarolar a canção por todos os lados.

Como precisei de mais "cliques" que os usuais para descobrir a fonte da trilha sonora, resolvi partilhar minha descoberta.

Escuta o sonzão!


E abaixo, cenas do desfile H&M hearts Lanvin (nos saguões do Pierre Hotel,em NY), muito diferente dos usuais: com as modelos atuando (e não é que ficou bom?), sorrindo e muitas flores, cristais, estampa animal, cores puras, penteados altos. Um exagero!


  • Repara que, no início do desfile, a câmera flagra o fotógrafo Mário Testino (predileto da família real britânica, estão sabendo?), também peruano como Yma, entre surpreso e aprovando a escolha da trilha.
  • Amo!
  • #ficaadica: o Peru é o novo Brasil! 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Natal & Cia.

Na Turquia, Papai Noel desce a chaminé das casas, tira o saco cheio de presentes das costas e pergunta:

- Quem quer comprar brinquedos?

Da série Verdades Indissolúveis




...por mais jovens que sejamos (ou nos percebamos), filhos irão sempre nos fazer sentir pré históricos.

Difícil admitir, mas...



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

No engarrafamento, com meu filho T., 8


Nestes dias estranhamente frios de dezembro, levei meu filho ao mercado.

Chuva, janelas fechadas, carro parado no semáforo, ele interrompe o noticiário da rádio:

- Mãããe (uma certa urgência na voz), é verdade que a Dilma vai ser eleitada só em 1º de janeiro de 2011?

(instantaneamente, vejo Dilma Roussef sorrindo, vestida de vermelho, faixa presidencial, subindo a rampa do planalto com uma lata de leite condensado escorrendo pela cabeça...)

- Filho (segurando o riso), não é eleitada, é empossada. A palavra correta é E-M-P-O-S-S-A-D-A, ok?!

Não me responde. Com o olhar muito além dos pingos de chuva do vidro do carro, ele ri, em silêncio.
...

- Paz e Amor, pra você também, Dilminha. Não faço a menor ideia do que fêz ele sorrir... (melhor nem!)



* Emposssada? Francamente, Dona Língua Portuguesa, quais eram suas reais intenções quando cometeu essta palavra? O que a senhora pretende com nossas criancinhas?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Feliz Natal, da manicure!


Perguntaram pro Papai Noel:

- Você rói as unhas?

Ele respondeu:

- HoHoHo!

êêêê, maca Rena!

Love a l’orange


o amor: como dizem que é • como geralmente é • como não pode ser • como pode chegar a ser • como termina sendo • como é



* para ampliar a imagem, clique aqui.

Da minha wish list

  • Quero muuuiiiito um relógio deste na minha casa.

  • Outro, igualzinho, na minha sala de trabalho;

  • e um menor (mas nem tanto) pra pendurar na testa e já ir me explicando antes de ter que me explicar!


  • Mas melhor mesmo seria um relógio de látex onde as horas esticassem, feito elástico.

#pontualidade:todoumdramemminhavida!


*imagem do vi.sualize.us

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Feliz Natal, do Tom!



  • just another kind of Christma's song
  • e por que não?




*Christmas Card from a Hooker in Minneapolis, Tom Waits, 1978.

É pique, é pique!

Minha melhor amiga, que é também minha melhor irmã faz aniversário hoje.

não só a melhor irmã, mas minha favorita, entre tantas!

Somos do tipo de amigas que sempre ri - solto! - especialmente quando ninguém mais ri (ou não entende do que rimos). Temos códigos próprios só possíveis em amizades vividas na sua totalidade. Delícia!

o único problema é que ela mora do outro lado do oceano - há nove anos!

(banana pra você, mundinho vil - jamais deixaremos de sermos irmãs, melhores amigas e de celebrar nossos aniversários, tá?! Biti, biti, biti!)

...

Quando a saudade aperta, gosto de lembrar das expressões de minha irmã.

(Ela é mestra em comunicação não verbal, traço adquirido desde sempre com o único intuito de seduzir, de cooptar, hipnotizando para sempre seu interlocutor. Danada ela!)

Especialmente quando lhe perguntam qual a origem ou o significado de seu nome - de pronúncia e classificação misteriosa pra quem não fala português.

Ela então sorri - sempre um sorriso mais doce que o último - e diz que seu nome não significa nada. Que ela é Marlu. Nada mais.

Como nada?

...


Meu presente de aniversário deste ano, é uma resposta: Marlu, o fascínio do mar somado ao brilho da luz solar.

Parabéns, querida! Que todo amor do mundo te abrace hoje e sempre.



* foto: arquivo pessoal. Marlu e Lorenzo - Praia de Puglia, Itália - 2007.

Recesso

Segundona, mês: dezembro.

O final do ano atropelando tudo (a paz somente nas mensagens e canções destes dias).

Cidade engarrafada - chove, impiedosamente! E a temperatura caiu em quase 15 graus, repentinamente.

Enfim, um dia perfeito para se iniciar as férias das crianças. Melhor: um deles está de cama!


Com as atividades externas canceladas e sem previsão para acontecerem, os computadores da casa passaram a ser disputados a tapa pela família (plugadíssimos!).


Como mãe zelosa, decidi oferecer a cabeça - a que pensa o blog - em sacríficio.

A partir de hoje - e até conseguir organizar esta zorra! - passo a postar com menos frequência.

(será que alguém vai perceber?)

Maaaaaaasss, nem tudo está perdido.

(ouvi um yeahh?!)

  • O ou isto tem posts prontos, programados para entrar diariamente, até o final do mês.
  • Pois que o espaço aqui é amador, sim senhor!
  • (do latim amator, "amante", aquele que gosta do que faz, sem expectativas de lucro)
  • E você pensando que eu desistiria assim fácil!?
  • tsc, tsc...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Feliz Natal, do Bandeira!


Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico,
Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.


Versos de Natal, Manuel Bandeira, 1939

Da série Verdades Indissolúveis: A Confiança



Qual o seu segredo?

O fotógrafo e designer gráfico franco-suíço Jean-Sébastien Monzani criou, entre outras obras de arte, o filme Your Secret.


  • O filme é um chamado às pequenas coisas boas da vida.
  • Your Secret incentiva a concentrar-se em uma única coisa que traz (ou trouxe) alegria.
  • O intuito é que o simples pensamento focado em um objeto feliz pode mudar seu dia.
  • Com certeza mudou o meu.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O melhor da semana!


  • Tem coisa melhor na vida do que tomar café relaxadamente, sem pressa e sem antevisão de compromissos?
  • Amooooooo!

Certo dia, no mercado persa


"Contam que um velho de aparência miserável e mendigando para sobreviver, caminhava pela rua principal da cidade de Samarcanda (atual Uzbequistão).
Ninguém lhe concedia a menor atenção. Um feirante que o observava há alguns minutos, chamou-o com desprezo:
- O que faz aqui? É melhor ir embora. Não está vendo que ninguém o conhece?
O homem pobre olhou calmamente o mercador e respondeu:
- Que me importa? Eu conheço a mim mesmo e isso me basta. O contrário é que seria para mim um horror: que todos me conhecessem e que eu me ignorasse. "

  • In a Persian Market é uma composição do inglês Albert Ketèlbey, gravada em 1920.
  • Este vídeo traz uma versão "rock, com toques psicodélicos" da música, mixada a Wonderwall (1968), do George Harrison.

...

* conto extraído do livro "O círculo dos mentirosos", seleção de contos filosóficos do mundo inteiro, reunidos pelo escritor e roteirista de cinema, Jean-Claude Carrière.

Por uma vida como os filmes da Disney...

  • Hoje aconteceu a formatura de 5º ano (4ª série) de meu filho P.
  • Ele escreveu um pequeno texto sobre o valor da amizade e de como, mesmo distantes, os amigos feitos durante a infância sempre ficarão no seu coração.
  • Mais: leu o texto, com o microfone em punho, diante de um teatro lotado de pais e familiares de toda a escola.
  • Ele se preparou para a ocasião por semanas e, durante todo este tempo, fez segredo aqui em casa.
  • Para nos surpreender: a mim, ao pai, ao irmão.
  • Foi emocionante e aconteceu tudo à perfeição.

...

  • Mas o pai fez confusão com os horários e não compareceu.
  • Assim, simplesmente.

...

  • Espero que um dia, meu querido P. - já casado e com filhos - possas rever, através deste texto, as cenas de hoje.
  • E entendas, finalmente, porque não encontrei palavras para te consolar.

...

* Casamento perfeito? Parece-me que a Disney/Pixar chegou bem perto nesta sequência do filme Up (Nas alturas). Mais que nas imagens - e da linda história de amor que elas contam - é na música (convenientemente chamada Married Life) que vejo toda a poesia e beleza da cena.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Na rua, desfiou um colar de pérolas...







* Não fui suficientemente organizada ao selecionar estas imagens, portanto não tenho como citar as fontes. Sei que a primeira frase é de autoria do José Saramago. A segunda, faz parte de um projeto de arte (dos EUA), assim como a quinta - esta, do artista Felipe Morozini. As duas últimas são fotos da Adelaide Ivanova. E o banner no ônibus foi patrocinado pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos).

Da série Verdades Indissolúveis: o pecado


"Os grandes acontecimentos do mundo acontecem no cérebro. Também é no cérebro, e só nele, que ocorrem os grandes pecados do mundo.

Peque o corpo uma vez e estará livre do pecado. Porque a ação tem um dom purificador. Nada restará então, salvo a lembrança de um prazer ou a volúpia de um arrependimento.


A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder-lhe.

Se resistirmos, nossa alma adoecerá de desejo do que proibimos a nós mesmos, do que as suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilegítimo."


* do grande fustigador de nossas falsas certezas morais, Oscar Wilde - tiaaamuuuuu!. A imagem é do artista Gleison Paulino (ai, que a visão desse reloginho me causa ansiedade: para chegar às 12h temos que passar, obrigatoriamente, por todas as outras horas? Why? Why? Why?)

To Santa Claus, P.O. Box 56099, North Pole


Querido Papai Noel;

Eu não obedeci meus pais este ano. Aliás, não os venho obedecendo há décadas; mas você há de concordar que, nas vezes em que isto aconteceu, exigiu de mim tanto esforço que vale por toda uma vida, não?


Também não tirei boas notas. Não falo da escola, da qual já saí há tanto que começo a sentir saudades. Falo das notas que saem da minha carteira, mesmo. Não sei o que fazer, estão cada dia menores, mirradinhas... ok, ok, não vou voltar a lhe pedir dindin porque já sei que da sua fábrica só saem as notinhas do Banco Imobiliário ou do Roda a Roda, do Sílvio Santos... desculpa aí se te ofendo, mas estas eu dispenso - no thanks!

Em compensação, orgulho-me em dizer que comi toda a comida que me coube durante as refeições. E não só a do meu prato - mas tudo o que sobrou no prato dos meus filhos, nas panelas do fogão, nos potinhos plásticos da geladeira... sem desperdício de alimento, não mesmo!

Sei que você é do bem, que não se envolve com estas "pequenezas" da vida mundana. Que "seja rico ou seja pobre" você sempre comparece - bacanudo você, viu? E é por isto que venho mais uma vez solicitar-lhe que atenda meus pedidos, pois desta vez, caprichei muito na listinha:

  1. Uma capa de I-Phone em bambu, feita artesanalmente pelo pessoal da Groove.com. Com o I-Phone acoplado! Que isso de receber o brinquedo sem pilha ofende demais o espiríto natalino;
  2. Um óculos solar com armação e textura de madeira - esses da coleção desenhada pelo Alexandre Herchcovitch para a Chilli Beans são o complemento perfeito para a minha grandíssima cara de pau, concorda?




    Com carinho;

L.


P.S.: Assim ó, se for díficil passar por aqui este ano, mais uma vez eu compreendo, mas já vou avisando, NÃO PERDÔO, MESMO!
Ao menos vê se deixa uma diquinha para a Mega Sena da Virada, que daí eu já resolvo o meu problema e de um montão de colegas meus que, andei sabendo, estão torrando os ouvidos dos elfos aí do SAC da sua fábrica por atraso na remessa das encomendas.

#ficaadica!

F* you!

Faz uma penca de tempo que eu não espero mais os finais de semana com a coleção inteira de black music empilhada no tocador de cd.

(Mas não tô morta, né fia?! A energia de sexta feira é contagiante!)


E se rir é a melhor vingança, quer coisa melhor que dançar e já ir liberando todas os sapos engolidos, mandando tudo e todos de volta pra aquele lugar do qual todos saímos?

Então tira os sapatos, solta os cabelos, arreda o sofá da sala e 'bora dançar cause today is friiiiiiiiiiday!


  • Lily Allen compôs este manisfesto de apoio à causa gay em 2009 e a música foi imediatamente censurada na rádios e na MTV.
  • Enquanto isso - e meses antes do vídeo oficial ser lançado - as comunidades GLS ao redor do mundo se mobilizaram e postaram no youtube versões próprias de clipe para a canção de Lily - gosto especialmente da versão francesa, uma das primeiras criadas (confere aqui a versão legendada!)


  • Já o F* - se do Cee-Lo Green (também conhecido como o vocalista da banda Gnarls Barkley) é menos panfletário, mas compensa no suingue. É a minha preferida destes dias - boa demais - se joga!



    • Em terras w.a.s.p., - que dúvida! - a canção foi censurada. Duuu!
    • Mas com todo esse ritmo, não ficou de fora da disputa de Melhor Canção do Ano para o Grammy 2010 (anota aí, a festa rola em 13 de fevereiro).
    • O detalhe engraçado é que na lista da premiação (divulgada esta semana) a música figura como Forget You.
    ...

    quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

    I'm gonna rock your xtmas!

    Todo mundo gosta dos Beatles, certo? É só citar o nome deles que nos vêm à mente uma miríade de imagens, nossas músicas preferidas e qual dos quatro componentes mais amamos. Os Beatles são o que são por conta da soma de talentos reunidos, mas sempre preferimos um a outro.

    Até aqui, tudo bem.

    Minha dúvida sempre foi por que o baterista Ringo Starr é sempre preterido pela maioria dos fãs dos Beatles?

    (ok, tente isso: afirme que Ringo é seu Beatle favorito em um grupo de dez e aguarde oito expressões de surpresa. Os dois restantes não prestaram atenção no que você falou.)

    Então, se você faz parte do time John, Paul & George talvez não esteja sabendo que Ringo Starr tem uma carreira solo extensa e que, em 1999, lançou um ábum só com músicas natalinas, I Wanna Be Santa Claus - seguindo o legado dos Beatles, que de 63 a 69, gravaram sete(!) discos de Natal.

    Para quem acha que música de Natal é uma chatice sem fim, Ringo Starr will gonna rock your christmas!

    • Nesta versão de The Little Drummer Boy (um clássico natalino de 1941), Ringo imprimiu um "acento" folk irlandês que revela todo seu talento de baterista.
    • A voz é um pouco... err.. ok, mas já não é o bastante ter sido um dos fab four? Não dá para ser beatle e Phil Collins ao mesmo tempo!


    Feliz Natal!

    quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

    Mon petit prince

    "Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa.
    Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.
    Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz.
    Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
    Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...
    É preciso ter ritos."

    Antoine de Saint-Exupéry, 1943


    * (is that tomorrow is Thursday!)

    Feliz Natal, do Machado!

    Soneto de Natal
    Um homem,
    — era aquela noite amiga,
    Noite cristã, berço do Nazareno,
    Ao relembrar os dias de pequeno,
    E a viva dança, e a lépida cantiga,

    Quis transportar ao verso doce e ameno
    As sensações da sua idade antiga,
    Naquela mesma velha noite amiga,
    Noite cristã, berço do Nazareno.

    Escolheu o soneto...
    A folha branca
    Pede-lhe a inspiração;
    mas, frouxa e manca,
    A pena não acode ao gesto seu.

    E, em vão lutando contra o metro adverso,
    Só lhe saiu este pequeno verso:
    "Mudaria o Natal ou mudei eu?"

    Machado de Assis, 1901