sábado, 29 de janeiro de 2011

Bom se...


''Bem que a gente podia viver o ano inteiro/Nesse tempo mais lento e mais cheio de tempo/De janeiro''



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

I don't wanna talk...




5 segredos inconfessáveis nunca antes revelados:
  1. que mesmo detestando a letra, estilo e ritmo sei cantar esta música inteirinha, de memória, desde 1979;
  2. que eu achava o tecido do blazer da Agnetha - chamávamos tafetá de seda - a coisa mais linda e chique deste mundo;
  3. que tive este mesmo corte de cabelo - e foi quando fiz mais sucesso com a minha aparência em toda a minha existência;
  4. que não aceito que me considerem cafona ou saudosista;
  5. que sou mesmo um tanto ridícula e ultimamente, um tanto patética, mas disso, eu também não quero falar... 

Com calor?

Ansiando por uma brisa como se as todas as sereias estivessem, suavemente, soprando e espalhando o frescor das águas profundas do mar por todo teu corpo nu, seduzindo e envolvendo todos teus sentidos?

Pois faze como Ulisses - veda os olhos; ata-te (por poucos minutos) à frente da tela e deixa-te hipnotizar pela voz de Henri Salvador:


... melhor com champanhe gelado!



domingo, 23 de janeiro de 2011

O bom, o ótimo, o excelente


  • surpresa boa foi descobrir a Spaghetti Western Orchestra!
  • os músicos são artistas completos
  •  dançam, interpretam e tocam mais de 100 instrumentos,
  • sempre naquele estilo cômico/fanfarrão, típico do teatro de rua italiano
  • que a gente se habituou a ver pelos espetáculos do Cirque du Soleil.

  • mas foi o repertório da banda que me fisgou de vez
  • todinho de composições do maestro italiano Ennio Morricone!
  • só as compostas para os western spaguetti
  • [filmes de faroeste filmados na Itália],
  • como Era uma vez no Oeste, Django e Por um punhado de dólares. 

  • confere a interpretação primorosa da banda para a música tema de Il buono, Il brutto, Il cattivo
  • (The bad, the Good and the Ugly,
  • ou Três homens e um Conflito, aqui no Brasil,
  • que tem Clint Eastwood no papel principal):


  • em minha infância, chamávamos este tipo de filmes de bangue-bangue 
  • nunca foram meus preferidos, mas assisti a muitos
  • sempre acompanhando meu pai, que os venera
  • não perdíamos nenhum! 
  • (na TV, for sure, que nasci depois deles saírem nos cinemas e antes do VHS - mas não faz as contas, ok?)
  • o predileto de meu pai? O dólar furado
  • com aquela canção tema, sabe? 
  • [que não é de Morricone, mas de Gianni Ferrio, deixo registrado]
  • com aqueles assobiozinhos,
  • que Quentin Tarantino usou com maestria na trilha de Kil Bill
  • lembrou agora, né?
  • Uma noite dessas, assisti aqui em casa
  • - três homens e eu -
  • ao excelente Os Imperdoáveis
  • [faroeste de 1992 e vencedor de dois Oscars: melhor filme e melhor diretor]
  • e compreendi, finalmente, o porquê do sucesso deste estilo de cinema 
  • (especialmente entre os homens):
  • os filmes de bangue-bangue fazem aquilo que chamamos de 'o elogio do macho'
  • confere comigo:
  • o ambiente é agressivo, 
  • seco - destituído de sentimantilismos
  • e de uma simplicidade atroz
  • duas únicas dimensões:
  • o mocinho e o bandido
  • ou o vencedor e o perdedor - pra que complicar?
  • sem sutilezas ou mensagens subliminares.
  • tudo preto no branco
  • zero excessos e diálogos
  • e quando a comunicação não se realiza
  • o que ocorre muitas vezes, dada a "complexidade dos diálogos"
  • é só sacar da arma
  • ao perdedor resta a morte honrosa
  • ou pegar de seu cavalo e ir-se, sem destino
  • mas sempre a fuga
  • a alternativa mais utilizada por machos e cafajestes de todas as eras
  • sem uma palavra, desculpas ou explicações...
  • qual é? tá de gozação? melhor 'dexá quieto'

  • em Os Imperdoáveis é Clint Eastwood quem dirige
  • e representa, com sensibilidade e talento,
  • um velho caubói em 'fim de carreira' 
  • mas o que vemos é uma emocionante homenagem a Sergio Leone
  • o diretor italiano que justamente alçou a carreira do jovem Clint ao estrelato.

ah... as voltas que o mundo dá!

  • e eu dei mil voltas quando só queria mesmo era registrar minha paixão fulminante pela obra do maestro Ennio Morricone. 
  • não vou me estender mais, mesmo porque il signore Morricone merece um espaço muito maior aqui
  • (condizente com minha admiração por ele, não só estes parágrafos escondidos no final do post)  
  • afinal, são dele as trilhas de Cinema Paradiso, Inglorious Bastards, Kill Bill 2, Os Intocáveis, Era uma vez na América, A Missão, além de outros 400 filmes e programas de TV...
  • está com 82 e continua trabalhando! 
  • isso sem nunca ter recebido um oscarzito sequer - apesar das inúmeras indicações

mas, o mundo gira... e é um espelho!


  • em 2007, Ennio Morricone teve seu trabalho reconhecido pela Academia e recebeu um oscar pelo conjunto da obra, justamente das mãos de... Clint Eastwood!
  • rápido no gatilho, Ennio agradeceu em italiano
  • [Clint traduziu]
  • "Obrigado, mas eu ainda não morri!" 
  • e saiu de cena
  • em terras americanas, Ennio foi,
  • como sempre, perfeito!
  • personificou o típico cowboy:
  • ágil, orgulhoso, cínico, vingativo, de poucas palavras,
  • e muito do macho!



*





* o bom, o ótimo e o excelente do título são, por ordem: Spaghetti Western Orchestra, Clint Eastwood e Ennio Morricone.

Feminina II



Sou a que renuncia  
Altamente:  
Sem tristeza da minha renúncia!  
Sem orgulho da minha renúncia!  
Abro a minha alma nas minhas mãos  
E abro as minhas mãos sobre o infinito.  
E não deixo ficar de mim  
Nem esse último gesto!

...

Corações, por que chorais? 
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.

...



* sobre o poema XXV, in Cânticos, 1962 + trecho de Ninguém me venha dar vida, in Poemas, 1947. Tudo, Cecília Meireles.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Feminina I


...

Sou a árvore que floresce
Que frutifica
E se dispersa no chão.
Deixo os famintos despojarem-me.
Nos meus ramos serenos
Há florações eternas
E todas as bocas se fartarão.
 
  
 
* sobre trecho do poema XX, de Cecília Meireles. Em Cânticos, 1962

A questão é: - O que te move?







* esta é a resposta que fiquei te devendo, Fábio T.

Saudades do mar


A filosofia é no fundo saudade – instinto de estar por toda a parte em casa.




*






  
* a filosofia é uma saudade voltada para dentro, para si mesmo, é a ansiedade de se contar um segredo a si mesmo, sempre; a vontade de estar consigo mesmo, a vontade de dizer "eu sou",  saudades de si ante o outro, é a quase-angústia de se perguntar quem é a cada silvo de respiração, é o sentir falta de si mesmo, é o impulso desmesurado de amar um outro e é o desejo de um beijo, enfim. O "instinto de estar por toda a parte em casa" precipita o saber, quem se é a partir de cada passo que o corpo entorna, é conhecer o seu próprio nome, saber dançar o corpo no mundo, dar a mão. O espaço ("por toda a parte") é o lugar de extensão do eu, como seu próprio limite: o "eu" ocupa um lugar e ocupa um lugar imenso onde as cores confundem os olhos, onde o espaço come o tempo e o tempo parece cada vez mais pequeno. A filosofia é a vertigem entre esse espaço imenso, entre esse "por toda a parte" e o nome que o nosso corpo não perde, o ninho que o faz correr dentro desse espaço imenso: a "casa". (em Fragmentos, Novalis, 1992).

Da Série Verdades Indissolúveis: Amor X Tempo


...e nem se pode fugir do amor, o Ardiloso,
muito menos do tempo, o Implacável...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Vitamina C




  • Estes dias têm sido de muita correria.
  • É que nas proximas duas semanas vou passar mais tempo fora da cidade do que em casa.
  • Vou fazer o que posso para atualizar o espaço.
  • Nem que seja tipo assim, só com uns toques de cor e beleza.

  • Se bem que estas fotos carregam tanta beleza que transcendem...
  • ...o espaço, o tempo e a própria beleza.

   

* ando obcecada pelo laranja. E por Marilyn. É que peguei o Marilyn últimas sessões do escritor e psicanalista francês Michel Schneider (ed. Alfaguara) para ler, finalmente! Está comigo há quase um ano e sua leitura exige (de mim) mais do que um abrir e virar de páginas. Acabo procrastinando. Não sei se dou cabo dele agora, mas posso adiantar que está fascinante!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Se eu fosse você, comprava um sorvete pra mim"

 
 
Sorvete é um sonho gelado!

Quem inventou foi o sorveteiro, porque ele viu que eu queria muito e ele conseguiu fazer

Mas de onde vem o sorvete? "Da geladeira, ué?!"

No Jardim Zoológico, o bicho que eu mais gostei foi o vendedor de sorvete.

A anestesia é um remédio que não deixa a dor doer. Pra mim, é a maior invenção do homem, depois do sorvete.

Meu único defeito é gostar mais de sorvete do que do meu avô.

AMAR é querer tanto, tanto uma pessoa, que parece sorvete.




* frases infantis sobre sorvete, colhidas pela Folha de São Paulo (13/1/2011)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mini conto mega romântico

Ela acordou com a cama repleta de flores. Entre elas, disfarçada, uma em plástico.

Na cabeceira, viu o bilhete: "Eu te amarei até a última flor morrer".

...



* aaaah, suspirem meninas... suspirem!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Xô!

O verão por aqui seria perfeito se:
  • as noites fossem sempre frescas;
  • os insetos e pragas não proliferassem feito.. praga!

Depois dos cupins do início de dezembro, das baratas voadoras após as tempestades de verão, dos carunchos nos pacotes de cereais (tantos este ano, na sua casa também?), das formigas domésticas mas selvagens e dos fungos, viroses e bactérias alimentares ... só me falta aparecerem as moscas! 


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

E quem nunca?


Hoje é segunda, o próximo feriado é ainda no mês que vem. 

A mensagem desta animação coreana é bem clara: Acorda!


  • Não bastasse toda a ação e inventividade, fica impossível não se identificar com esse tipo. 
  • Muito giro! (ando toda trabalhada na lusitanidade com o comentário do leitor/escritor/português...Já viu? Tô chique, benhê!)

    domingo, 9 de janeiro de 2011

    De alma nova

    • Esta música está sempre por aqui enquanto escrevo/leio/cozinho...
    • É da franco-israelense Yael Naïm (nascida na Tunísia, mistura das boas) e se chama New Soul - Alma Nova.
    • Não é recente. Já foi até trilha de comercial do macbook air - coisa de um século antes dos i-phones e i-pads (... não parece?)
    • Estava com sua melodia nos ouvidos ao reler a última entrevista dada por Gabrielle Chanel (criadora de um estilo e do império Chanel) à revista New Yorker, poucos dias antes de sua morte.
    • Em um trecho, ela diz à reporter: 

    "Preciso lhe dizer uma coisa importante! A moda é sempre da época em que se vive. Não é uma coisa independente. Mas o grande problema, o problema mais importante é rejuvenescer as mulheres. Fazer as mulheres parecerem mais jovens. Então elas vêem a vida de modo diferente. Elas se sentem mais alegres. Não sou professora. Emito minhas opiniões mansamente. Elas são verdades para mim. Não sou jovem, mas me sinto jovem. No dia em que me sentir velha eu irei para a cama e lá ficarei. J'aime la vie! Acho viver uma coisa maravilhosa."

    • Coco Chanel morreu aos 88 anos, em um domingo, 10 de janeiro de 1971 (há 40 anos, sacou a homenagem?).
    • Ela deitou-se na cama usando um tailler de tweed, blusa branca e voltas de pérolas no pescoço. Descalçou os sapatos rasos (não porque estivesse velha, mas porque adiantavam seu passo) e os colocou alinhados ao lado da cama.
    • Então, sentindo que sua hora havia chegado, chamou a criada e disse: "Morrer é assim", morrendo em seguida, de modo tão elegante quanto viveu.

    • Danada, até o último momento procurou nos indicar os caminhos do que virá, do que é novo! (Afinal, quem nunca se perguntou: - ... Morrer. Como será?)

    • E de pensar na vida e obra de Mlle. Chanel, ouvindo a canção de Yael, desejo para mim - e para você:

    a alma sempre nova, em todos os tempos e até o fim!


    Graças ao Amor


    Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
    ou flecha de cravos que propagam o fogo:
    te amo como se amam certas coisas obscuras,
    secretamente, entre a sombra e a alma.

    Te amo como a planta que não floresce e leva
    dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
    e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
    o apertado aroma que ascendeu da terra.

    Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
    te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
    assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

    senão assim deste modo em que não sou nem és
    tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
    tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


    Soneto XVII, Pablo Neruda



    *o domingo acordou preguiçoso, com o sol enfiando sua língua lasciva por entre a persiana do quarto... o convite para um despertar de bem com a vida! Obrigada, obrigada... (e me perdoem os mal-humorados, insensíveis e materialistas: com um dia como estes só consigo pensar em Poesia e em gratidão ao Amor que nos fez e nos mantém por aqui)

    sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

    Com 4 pedrinhas de gelo

    Depois de um dia onde as portas do inferno pareciam ter sido abertas e todos nós já estávamos condenados ao calor eterno, eis que a noite chegou suave trazendo a brisa do mar do atlântico (que Deus não me deu beleza, nem riqueza, mas me alojou bem ao lado do mar, só pra te dar inveja).
     
    Junto, ainda vieram chopp gelado, uma mesa repleta de amigos, boa comida e sorrisos.

     
    Shakespeare, em píncaras eras, já havia nos alertado sobre certas noites de verão... de sonho, de sonho!
     
    E pra fechar a noite, P., meu filho de quase 11, fez questão de me apresentar as novas aventuras do esquilo Scrat, em mais uma animação A Era do Gelo.

    Rolei de rir!


    • Que viagem a desses caras, não? Meu, muito bons!
    • Queria ter aprendido asim nas aulas de geografia...


    * este post é dedicado ao casal Claudio e Tânia, que me proporcionaram o primeiro encontro entre amigos deste ano. Que venham os próximos!

    Da série Verdades Indissolúveis: sinceridade


    "Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!" Marylin Monroe



    * Foto: Marilyn, no Amabassador Hotel, em 1955. Definitivamente, a falsa loira foi muito autêntica. E nem um pouco burra.

    Perfume de gente

    "As pessoas são um cheiro. É pelo cheiro que as catalogamos no íntimo arquivo dos desejos. A que cheira um amante? Uma rosa cheira a rosa. Um cravo cheira a cravo. Não sei a que cheira uma orquídea. Mas sei que todas as orquídeas cheiram igual. Já os amantes, ah!, nenhum repete o cheiro. Os que nos refrescam têm cheiro de rio, os que nos enchem têm cheiro de mar.

    Todas os apaixonados têm um cheiro úmido. Como a boca. Como o sexo. 
    Só gostamos de uma pessoa quando gostamos do seu cheiro. Quando tudo nos leva a bebe-la, como um chá quente, excitante, aromático. Se não gostarmos do seu cheiro não conseguimos ama-la, nem na pele nem na alma. Podemos ser amigos, companheiros, nunca amantes. Amar é beber um cheiro.  É transporta-lo para dentro de nós. E nós só amamos verdadeiramente uma pessoa quando cheiramos seu cheiro..."





    *







    * do escritor português João Morgado, no livro Diário dos Infiéis.

    quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

    Tão longe, tão perto...

    Uma das musas de minha vidinha adulta é Constanza Pascolato, italiana que vive no Brasil e administra a Santa Constância, tecelagem brasileira que é também referência em qualidade e inovação.

    Repara no cordão de ouro (mais de 3 metros!) que dá voltas no pescoço de corça - é da coleção H. Stern desenvolvida por ela. 


    Tudo o que essa senhora faz, escreve, veste ou diz é feito pérola - tem luminiscência e é delicado, orgânico, feminino - adoro! Imaginem então meu frisson quando soube desta entrevista feita ao Jornal O Estado de São Paulo e gravada no vídeo abaixo: uma encantadora viagem pelo estilo de vida deste ícone feminino dos nossos tempos.




    O curioso disso tudo é que, pqp, somos muito parecidas! Desculpe-me se pareço pouco modesta, mas é a mais pura verdade - penso praticamente como ela e no entanto, estamos há anos luz de distância (ela à minha frente, lóóóógico).

    Com os netos, Allegra e Cosimo, em viagem a NY

    Sua filha, Consuelo Blocker (que vive em Florença e trabalha com ela na empresa da família) também fez uma entrevista com Constanza (postada no seu blog) mas com muito mais intimidade e ainda mais encanto. Pinçei algumas para exemplificar minha sensação de semelhança:
    • "Quando assisto TV, prefiro programas em línguas que não conheço, como o japonês, russo ou árabe, para observar o comportamento e gestualidade" (eu também, especialmente os japoneses. "Perco" horas nisso...)
    • "Adoro música, de todos os tempos. Como na moda, considero a música uma arte que reflete os tempos e me interesso por ela como se fosse uma ciência" (idem, idem)
    • "Considero o humor uma das coisas mais importantes da vida! Prefiro o que vem carregado de ironia e que nos ensina a viver!" (Humor e Amor, palavras tão parecidas e tão próximas - amores que nos põem tristes não valem ser vividos. E mesmo que o amor se vá, dá bem para segurar a barra quando se mantém um tiquitito de bom humor...)
    • "Sou uma vouyeuse vocacional, se pudesse, gostaria de ser qualquer coisa transparente, para estar nos lugares com os olhos e ouvidos a mil, prestando atenção em tudo todos! (já reparou na fotita que ilustra meu perfil? A intenção sempre foi "apagar-me". Que me restem somente os olhos - duas antenas ligadas no mundo.)

    Em um momento profissional, no show room da Prada, em Milão - sempre elegante!

    • E mais a coincidência de trabalharmos em empresas familiares ligadas à moda - e na mesma área - não administrativa, mas a criativa, que, com alguma licença poética, pode ser possível nos negócios. (E ainda assim, quaaaaanta diferença!)
    • Resta-me o consolo de, mesmo sabendo que nunca serei como ela, caso o mundo nos encontre em uma de suas voltas (como no belo colar de seu pescoço), poderemos trocar umas boas figurinhas, eu e Constanza...


    * este post é dedicado a minha amiga de três décadas, Goreti S., que muito tipicamente presenteou-me com o o livro "Confidencial" - escrito por Constanza, no ano retrasado. Goreti é sempre precisa - tem olhos de lince! - e enxerga além... Obrigada por perseverar em nossa amizade, querida!

    Da série Verdades Indissolúveis: não se iluda!



    • Nestes tempos de "incrusão digital", não lhe parece que a internet transformou-se no ideal utópico do que se entende por Democracia...?
    • Às vezes chego a acreditar mesmo nisto... para logo depois acordar da fantasia.
    • A única coisa realmente democrática nessa vida, mermão, é a morte. Que chega igual para ricos e pobres, jovens e velhos, bons e maus, letrados ou não.
    • Considero a web e o mundo digital como um personagem que era fácil de encontrar no meu tempo de universitária: o tipo intelectual socialista que diz adorar o povo e todo aquele blablablá mas não suporta funk, vanerão e axé e prefere teatro à TV.

    • A internet é o que há de mais elitista neste mundo: dá preferência para os que podem acessar banda larga com seus i-tudos e têm tempo de sobra. Ou seja, entretenimento para ricos e bem nascidos do hemisfério norte.
    • Tô errada?

    quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

    Nem Médico, nem Presidente dos EUA


    Daí que eu li sobre a nova empreitada da National Geographic e já fiquei feito ouriço - toda arrepiada pra ver.

    É que sempre que aparece uma imagem, um filme, um texto com com o selo da NatGeo já sei que vou viajar com a equipe, imaginando o esforço dos profissionais que ficam por trás de tudo que estamos vendo. Já imaginou o assombro e a felicidade de um fotógrafo que após horas de espera consegue flagrar o momento exato do nascimento de uma águia no topo de uma montanha no meio oeste americano. Honram o estilo explorador aventureiro que ajudaram a construir - há 122 anos, é tradição pra valer, mermão!

    Eis que no último novembro, lançaram o que eles mesmo classificaram como o maior épico de toda a história da NatGeo: o documentário Grandes Migrações, que levou 3 anos para ser produzido e mobilizou toda a equipe de fotógrafos e diretores de cinema (que figuram obviamente entre os mais competentes quando se trata de registrar a natureza).

    O filme mostra como várias espécies se transformam em um único e enorme indivíduo em busca de sobrevivência, em um dos maiores e mais incríveis fenômenos da terra. O trabalho foi tão extenso que rendeu edição especial, livro, DVD, Blu-Ray e página exclusiva."



    São 3 horas e 20 minutos de imagens de cair o queixo. Sente só o "poder" com algumas cenas do trailer:


    • Então que dei todo esse giro (preâmbulo, I know, mas é que giro é muito giro, pá!) pra contar de uma fantasia que tenho.
    • Sei que, neste campo da vida é salutar ter "zero expectativas", mas tente você não imaginar o futuro de seus filhos.
    • E para mim, o futuro mais lindo que poderia se desenhar no horizonte é ver meus filhos tabalhando como cinegrafistas, roteiristas, fotógrafos, editores, whatever, da NatGeo.
    • Acho, em uma palavra, grandioso! A melhor carreira profissional que um filho poderia seguir.
     
    #esódeimaginarjápossomorrernoinstantedetantafelicidade



    * e quem pode adivinhar que as aves que pontilham o azul do céu, na verdade, são morcegos, na bela foto que ilustra o post?

    "Menina, baixa essa voz!"

    Alguém me explica o que deram para essas garotas cantarem deste jeito?

    • Dionne Bromfield, a afilhada de Amy Winehouse (que já está no Brasil - hmmmm, pode ser que os shows aconteçam...), 13 anos (!!!) - cantando Ain't no Mountain High Enough... assim fico envergonhada de ter nascido, pôxa!

    • Eliza Doolittle, uma inglesinha de 22 anos pra se prestar atenção.
    • Especialmente no finalzinho do vídeo quando ela dá uns trinadinhos que é de se giletar de inveja...
    • Se não for pelos trinadinhos, vá pelo som do ukelele, que também tá um arraso!
     

    • Duas músicas mais que perfeitas para esta época - verão, começo de ano...
    • Tempo de "embalar os dramas em nossa velha mala e levar pra ver o mar"
    • "Porque baby,
      Não montanha alta o suficiente
      Não há vale baixo o suficiente
      Não há rio largo o suficiente
      Para me manter distante de você..."



      yeahhh!

    terça-feira, 4 de janeiro de 2011

    And what about a white summer?

    • Já que não nos é permitido um "Natal Branco" abaixo do Equador, resta-nos aproveitar o que temos de mais intenso: o verãozaço tropical! 

    #tôapostandotudonesteverão!

    • Alguém mais?

    Da série Verdades Indissolúveis: um lembrete


    ... do que realmente importa na vida:



    Seja feliz/Mostre sua felicidade/Siga o seu coração/Tenha novas perspectivas/ Mantenha sempre um sentimento de admiração/Encontre pessoas para amar/ Estabeleça metas/Ajude os outros/ Dance/Mime-se/Enfrente seus medos/Vá a museus/Exercite-se/Limite a televisão/Mantenha contato com a natureza/ Ilumine-se/Durma bem/Leia livros/Compre flores para si mesmo/Não se compare aos outros/Seja complacente consigo mesmo/Esteja aberto as novas ideias/Não se concentre em pensamentos negativos.../Foque em criar o que você deseja/Permita-se um tempo so para divertir-se/Mantenha o romance em sua vida/Escreva uma lista de gratidão/Ame nossa Mãe Terra/ Queira o que você tem/Seja verdadeiro consigo mesmo.


    • Estive ausente do blog nos últimos 10 dias por problemas "logísticos".
    • É que estivemos sem TV, telefone e sem internet aqui em casa, por conta de uma mudança malsucedida de portabilidade do telefone.
    • A história é longa e este é mesmo o espaço ideal para relatá-la, mas já estou exausta de repeti-la aos meus familiares, às pessoas que tentaram nos contatar, às empresas de telefonia, à Anatel, ao Reclame Aqui...
    • O que talvez possa lhe interessar é que os posts publicados após 23/12 foram só os programados com antecedência.
    • Havia outros, na forma de rascunhos e que ainda precisavam de alguns ajustes, relativos ao Natal; com felicitações de Ano Novo; uma homenagem ao meu marido que fez aniversário na útima semana; outra ao querido João Batista, amigo que morreu este ano e que tornou-se presença constante em meus pensamentos neste final de ano...
    • Sinto que não faz mais sentido postá-los agora.
    • Esta animação, entretanto, é tão poderosa em toda a sua simplicidade que merece seu espaço.
    • Aproveito para deixar um abraço a todos os que me visitaram nestes dias e a todos que ainda possam vir.
    • E que o novo ano seja tudo o que promete: muito mais que dez, onze!