quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tão longe, tão perto...

Uma das musas de minha vidinha adulta é Constanza Pascolato, italiana que vive no Brasil e administra a Santa Constância, tecelagem brasileira que é também referência em qualidade e inovação.

Repara no cordão de ouro (mais de 3 metros!) que dá voltas no pescoço de corça - é da coleção H. Stern desenvolvida por ela. 


Tudo o que essa senhora faz, escreve, veste ou diz é feito pérola - tem luminiscência e é delicado, orgânico, feminino - adoro! Imaginem então meu frisson quando soube desta entrevista feita ao Jornal O Estado de São Paulo e gravada no vídeo abaixo: uma encantadora viagem pelo estilo de vida deste ícone feminino dos nossos tempos.




O curioso disso tudo é que, pqp, somos muito parecidas! Desculpe-me se pareço pouco modesta, mas é a mais pura verdade - penso praticamente como ela e no entanto, estamos há anos luz de distância (ela à minha frente, lóóóógico).

Com os netos, Allegra e Cosimo, em viagem a NY

Sua filha, Consuelo Blocker (que vive em Florença e trabalha com ela na empresa da família) também fez uma entrevista com Constanza (postada no seu blog) mas com muito mais intimidade e ainda mais encanto. Pinçei algumas para exemplificar minha sensação de semelhança:
  • "Quando assisto TV, prefiro programas em línguas que não conheço, como o japonês, russo ou árabe, para observar o comportamento e gestualidade" (eu também, especialmente os japoneses. "Perco" horas nisso...)
  • "Adoro música, de todos os tempos. Como na moda, considero a música uma arte que reflete os tempos e me interesso por ela como se fosse uma ciência" (idem, idem)
  • "Considero o humor uma das coisas mais importantes da vida! Prefiro o que vem carregado de ironia e que nos ensina a viver!" (Humor e Amor, palavras tão parecidas e tão próximas - amores que nos põem tristes não valem ser vividos. E mesmo que o amor se vá, dá bem para segurar a barra quando se mantém um tiquitito de bom humor...)
  • "Sou uma vouyeuse vocacional, se pudesse, gostaria de ser qualquer coisa transparente, para estar nos lugares com os olhos e ouvidos a mil, prestando atenção em tudo todos! (já reparou na fotita que ilustra meu perfil? A intenção sempre foi "apagar-me". Que me restem somente os olhos - duas antenas ligadas no mundo.)

Em um momento profissional, no show room da Prada, em Milão - sempre elegante!

  • E mais a coincidência de trabalharmos em empresas familiares ligadas à moda - e na mesma área - não administrativa, mas a criativa, que, com alguma licença poética, pode ser possível nos negócios. (E ainda assim, quaaaaanta diferença!)
  • Resta-me o consolo de, mesmo sabendo que nunca serei como ela, caso o mundo nos encontre em uma de suas voltas (como no belo colar de seu pescoço), poderemos trocar umas boas figurinhas, eu e Constanza...


* este post é dedicado a minha amiga de três décadas, Goreti S., que muito tipicamente presenteou-me com o o livro "Confidencial" - escrito por Constanza, no ano retrasado. Goreti é sempre precisa - tem olhos de lince! - e enxerga além... Obrigada por perseverar em nossa amizade, querida!

Da série Verdades Indissolúveis: não se iluda!



  • Nestes tempos de "incrusão digital", não lhe parece que a internet transformou-se no ideal utópico do que se entende por Democracia...?
  • Às vezes chego a acreditar mesmo nisto... para logo depois acordar da fantasia.
  • A única coisa realmente democrática nessa vida, mermão, é a morte. Que chega igual para ricos e pobres, jovens e velhos, bons e maus, letrados ou não.
  • Considero a web e o mundo digital como um personagem que era fácil de encontrar no meu tempo de universitária: o tipo intelectual socialista que diz adorar o povo e todo aquele blablablá mas não suporta funk, vanerão e axé e prefere teatro à TV.

  • A internet é o que há de mais elitista neste mundo: dá preferência para os que podem acessar banda larga com seus i-tudos e têm tempo de sobra. Ou seja, entretenimento para ricos e bem nascidos do hemisfério norte.
  • Tô errada?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nem Médico, nem Presidente dos EUA


Daí que eu li sobre a nova empreitada da National Geographic e já fiquei feito ouriço - toda arrepiada pra ver.

É que sempre que aparece uma imagem, um filme, um texto com com o selo da NatGeo já sei que vou viajar com a equipe, imaginando o esforço dos profissionais que ficam por trás de tudo que estamos vendo. Já imaginou o assombro e a felicidade de um fotógrafo que após horas de espera consegue flagrar o momento exato do nascimento de uma águia no topo de uma montanha no meio oeste americano. Honram o estilo explorador aventureiro que ajudaram a construir - há 122 anos, é tradição pra valer, mermão!

Eis que no último novembro, lançaram o que eles mesmo classificaram como o maior épico de toda a história da NatGeo: o documentário Grandes Migrações, que levou 3 anos para ser produzido e mobilizou toda a equipe de fotógrafos e diretores de cinema (que figuram obviamente entre os mais competentes quando se trata de registrar a natureza).

O filme mostra como várias espécies se transformam em um único e enorme indivíduo em busca de sobrevivência, em um dos maiores e mais incríveis fenômenos da terra. O trabalho foi tão extenso que rendeu edição especial, livro, DVD, Blu-Ray e página exclusiva."



São 3 horas e 20 minutos de imagens de cair o queixo. Sente só o "poder" com algumas cenas do trailer:


  • Então que dei todo esse giro (preâmbulo, I know, mas é que giro é muito giro, pá!) pra contar de uma fantasia que tenho.
  • Sei que, neste campo da vida é salutar ter "zero expectativas", mas tente você não imaginar o futuro de seus filhos.
  • E para mim, o futuro mais lindo que poderia se desenhar no horizonte é ver meus filhos tabalhando como cinegrafistas, roteiristas, fotógrafos, editores, whatever, da NatGeo.
  • Acho, em uma palavra, grandioso! A melhor carreira profissional que um filho poderia seguir.
 
#esódeimaginarjápossomorrernoinstantedetantafelicidade



* e quem pode adivinhar que as aves que pontilham o azul do céu, na verdade, são morcegos, na bela foto que ilustra o post?

"Menina, baixa essa voz!"

Alguém me explica o que deram para essas garotas cantarem deste jeito?

  • Dionne Bromfield, a afilhada de Amy Winehouse (que já está no Brasil - hmmmm, pode ser que os shows aconteçam...), 13 anos (!!!) - cantando Ain't no Mountain High Enough... assim fico envergonhada de ter nascido, pôxa!

  • Eliza Doolittle, uma inglesinha de 22 anos pra se prestar atenção.
  • Especialmente no finalzinho do vídeo quando ela dá uns trinadinhos que é de se giletar de inveja...
  • Se não for pelos trinadinhos, vá pelo som do ukelele, que também tá um arraso!
 

  • Duas músicas mais que perfeitas para esta época - verão, começo de ano...
  • Tempo de "embalar os dramas em nossa velha mala e levar pra ver o mar"
  • "Porque baby,
    Não montanha alta o suficiente
    Não há vale baixo o suficiente
    Não há rio largo o suficiente
    Para me manter distante de você..."



    yeahhh!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

And what about a white summer?

  • Já que não nos é permitido um "Natal Branco" abaixo do Equador, resta-nos aproveitar o que temos de mais intenso: o verãozaço tropical! 

#tôapostandotudonesteverão!

  • Alguém mais?

Da série Verdades Indissolúveis: um lembrete


... do que realmente importa na vida:



Seja feliz/Mostre sua felicidade/Siga o seu coração/Tenha novas perspectivas/ Mantenha sempre um sentimento de admiração/Encontre pessoas para amar/ Estabeleça metas/Ajude os outros/ Dance/Mime-se/Enfrente seus medos/Vá a museus/Exercite-se/Limite a televisão/Mantenha contato com a natureza/ Ilumine-se/Durma bem/Leia livros/Compre flores para si mesmo/Não se compare aos outros/Seja complacente consigo mesmo/Esteja aberto as novas ideias/Não se concentre em pensamentos negativos.../Foque em criar o que você deseja/Permita-se um tempo so para divertir-se/Mantenha o romance em sua vida/Escreva uma lista de gratidão/Ame nossa Mãe Terra/ Queira o que você tem/Seja verdadeiro consigo mesmo.


  • Estive ausente do blog nos últimos 10 dias por problemas "logísticos".
  • É que estivemos sem TV, telefone e sem internet aqui em casa, por conta de uma mudança malsucedida de portabilidade do telefone.
  • A história é longa e este é mesmo o espaço ideal para relatá-la, mas já estou exausta de repeti-la aos meus familiares, às pessoas que tentaram nos contatar, às empresas de telefonia, à Anatel, ao Reclame Aqui...
  • O que talvez possa lhe interessar é que os posts publicados após 23/12 foram só os programados com antecedência.
  • Havia outros, na forma de rascunhos e que ainda precisavam de alguns ajustes, relativos ao Natal; com felicitações de Ano Novo; uma homenagem ao meu marido que fez aniversário na útima semana; outra ao querido João Batista, amigo que morreu este ano e que tornou-se presença constante em meus pensamentos neste final de ano...
  • Sinto que não faz mais sentido postá-los agora.
  • Esta animação, entretanto, é tão poderosa em toda a sua simplicidade que merece seu espaço.
  • Aproveito para deixar um abraço a todos os que me visitaram nestes dias e a todos que ainda possam vir.
  • E que o novo ano seja tudo o que promete: muito mais que dez, onze!

sábado, 1 de janeiro de 2011