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sábado, 8 de outubro de 2011

Da fleuma argentina, do seu humor e de sua saudável autocrítica










  • estes comerciais que anunciam festivais de cinema argentinos, ouso dizer,
  • são tão bons - e até melhores que muitos - dos filmes que lá se apresentam
  • todos foram premiados
  • e o primeiro, com o tema futebol, recebeu o Leão de Ouro, em Cannes, 2010.

  • Bom fim de semana!


*



* minha cidade, olha que curioso, detém o título de maior comunidade mundial de residentes argentinos fora da Argentina. Talvez seja isto - não só o alfajor, doce de leite, parrillada, tango, Maradona, Buenos Aires, Evita, Maradona, Che, Cortázar, Borges e Lugones - mas por conhecer um bom número de hermanos valorosos, que vejo com carinho tudo que vem com selo "Made in Argentina" ** a publicidade argentina já foi tema de post aqui no blog - lembra?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Balneário Camboriú, hoje como ontem...



  • Quando recebi o link deste vídeo, não fazia idéia do que estava prestes a ver.
  • Sei que é clichê, mas estas imagens são (para mim que nasci e vivo em Balneário Camboriú) de um valor inestimável.
  • Achei delicioso reconhecer a "minha praia" antes mesmo de conhecê-la, propriamente.
  • E verificar que, na atualidade, as pessoas continuam as mesmas, como personagens de uma peça há décadas em cartaz.
  • Vemos famílias confraternizando; crianças brincando; garotas correndo e andando de bike; rapazes jogando futebol, o exibicionista com sua moto à toda; mulheres passeando de braços dados, os hotéis, os ônibus de turismo... mesmo os cachorros na areia e as carroças - todos tal e qual hoje, como se o tempo não tivesse passado e a paisagem ainda fosse a mesma! 
  • Melhor: a paisagem é a mesma, só está diferente!
 
  • Não que eu aprove a "modernização" desenfreada, mas não sou saudosista - nem um pouco!
  • É que aprendi a respeitar que a mudança é o que há de mais fixo no mundo.
  • E se "o movimento é a única constante de um universo inconstante", que diferença faz a engrenagem da "garapeira" (aos 3:08 min., viu?) ser movida à mão? (Tal qual à da casa da minha avó - exatamente como conheci)
  • ou hoje, o "extrator de sumo de cana" ser uma engenhoca movida à eletricidade?
  • O importante é que o caldo de cana... aahhh, hhmmmmm... continua o mesmo, desde sempre!
  • assim como Balneário Camboriú.




* ok, foi mal. Perfeitamente dispensável minha citação filosófica de academia de ginástica. Mas em História, dou nó cego em professor! Veja como descobri que a data que consta nos vídeos não é correta. Rá! Nem fraca ni flaca!

    terça-feira, 21 de dezembro de 2010

    Comida e natureza humana

    "Você está na savana africana há 100 mil anos. Sua tribo é pequena, as mulheres se reúnem para trocar informações sobre onde coletar raízes e frutos e trocar favores para ter com quem deixar seus pequenos enquanto se aventuram.

    As mais faladeiras são as mais simpáticas, as mais capazes de estabelecer redes de informações sobre os lugares de coletas e as mais hábeis em proteger suas crianças.
    A isso, Darwin chamou vantagem evolutiva. Essas mulheres deixaram mais filhos que as casmurras, as ensimesmadas de poucas falas. Não é de espantar que as mulheres de hoje falem pelos cotovelos, em média três vezes mais que os homens. Elas salvaram seus filhos. É algo que temos que aturar? Ou admirar? E os homens? Mais musculosos, menos apegados às crias, iam à caça, silenciosos, comunicavam-se por sinais, para não afugentá-la. Traziam as preciosas proteínas, que nos deram cérebro diferenciado. Cansados, sentavam-se ao redor da fogueira em silêncio cúmplice, amizade de homem. Não é de admirar que hoje, em torno da TV, tomem cerveja e urrem com os lances do futebol. Amizade de homem.

    Nem raízes e frutas eram fartas, nem proteínas da caça eram fáceis. Havia substâncias nelas que se acumulavam no corpo como uma reserva de combustível: açúcares e gorduras. Se a turma passasse um tempo de vacas magras, o corpo se abasteceria deles.

    Novamente aí entra Darwin a dizer: quem gostou mais de açúcares e gorduras deixou mais descendentes. Somos descendentes daqueles africanos que gostavam mais de açúcares e gorduras, pois os outros morreram de inanição. 

    Agora, uma diferença: na savana, você tinha que ralar para pegar um pouco de proteína, de açúcar e de gordura. Não havia obesidade entre nossos ancestrais, muito menos academias de malhação. Mas você está lendo o jornal na poltrona. O telefone está ao alcance da mão. Nele está gravado o número do serviço de entrega da quantidade de proteína, gordura e açúcar que você quiser. O que acha que seus genes vão pedir? Que saia à caça? Que busque as amigas para saber onde ficam as melhores raízes e frutas? Toda a parte boa pode ser entregue em casa: a fogueira está lá, basta chamar os amigos para ver TV com cerveja e pizza; as mulheres estão na cozinha, conversando sem parar, sem ter ido à coleta - a coleta foi até elas.

    É essa a armadilha que a natureza nos preparou. Ela nos seduziu para que acreditássemos que isso é a tal da felicidade."

    #darwintiamu!


    • Mais alguém aqui considera a psicologia evolucionista uma espécie de bálsamo que nos redime de toda a angústia de ser humano,  liberando-nos da sensação monstruosa que nos aflige ao percebermos que nossas reais intenções na vida são as mesmas de qualquer outro animal selvagem?
    • Não sei como a comunidade científica encara este tipo de texto, mas pessoalmente, acho uma delícia!
    • E não entendo como ainda consideram Freud mais influente que Darwin, Einstein e Galileu
    • Francamente!
    • Será que o mundo se transformou em área exclusiva de argentinos?


    * Francisco Daudt, psicanalista e médico, escreve para a Folha de São Paulo, à terças. Texto publicado em 21/12/210.

    sábado, 4 de dezembro de 2010

    Da Série Verdades Indissolúveis


    • Ou como li na capa de um livro, outro dia (com o título O Poder da Ignorância) "Seja mais feliz, seguro, confiante e amado. Aumente a sua ignorância e promova o bem-estar geral."

    * Tirinha da argentina Maitena

    segunda-feira, 15 de novembro de 2010

    Hoy hice arroz...


    Arroz e feijão é o menu da maioria das segundas-feiras aqui no nosso "boteco home sweet home".
    Mas, desde que vi estes anúncios argentinos para a marca alimentícia Mamá Luchetti, nunca mais nossa cozinha foi a mesma.
    • Aviso: assistir a este vídeo transforma qualquer cozinheiro em diva da disco music!

    • Moral da história: sempre que começo a preparar arroz, rola essa musiquinha na cozinha e claro (a melhor parte!) uma dancinha também.
    • Não sei se o arroz está mais gostoso, mas cozinhar ficou muito melhor!

    • Todos os comerciais de TVs da Mamá Luchetti são sensacionais - assiste, assiste - é de chorar de rir!
    • Este da Licuadora (liquidificador), por exemplo, vou ter que copiar aqui em casa. Preciso!


    • Como dizem los hermanos: buenisiiimoooooooo!
    • Ou, os portenhos, que abusam do prefixo re antes dos adjetivos: "eso es re-bueno!" Ou "re lol", em um espanhol mais globalizado. Mas o mais característico é o "re hija de puta la mama!" (todos comentários retirados do youtube, tá?)
    • De acordo com o idioma dos portenhos, o re é um sinônimo para tri, muito ou pacas, nossos advérbios de intensidade. Mais exemplos: Estoy re-contenta! Estoy re-flaca! (Estou tão contente! Estou super magra!)
    • Importante lembrar que o re é falado vibrando a língua, o que faz dos portenhos, assim como os franceses, os beduínos e os tuaregs, um povo de língua forte, se é que me entendem...
    • E já que o post virou um apanhado de curiosidades linguísticas acerca de nossos amados vizinhos sulamericanos, já leu como escrevem o som de sua risada? (priceless) jajajaja... jejejeje!