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domingo, 18 de dezembro de 2011

Experienciando



Há uma velha sabedoria popular que diz que não existe melhor maneira de investir seu tempo e dinheiro do que numa viagem, nem que seja só mental.


Entre um carro novo e uma nova aventura, a segunda opção é melhor porque é a que vai estar em cartaz naquele famoso filminho que passa na nossa cabeça quando a gente está prestes a morrer. Experiências são melhor investimento que coisas.

Agora, essa sabedoria popular, mais bonita na teoria que na prática, foi cientificamente comprovada - com 57% dos pesquisados optando por experiências. Até aí, pouca novidade. A lista de motivos para justificar essa escolha é que vale um minuto do seu tempo: argumentos racionais para justificar ímpetos - não é o máximo?


Então, prepare-se para passar reto pelas vitrines do shopping e "experienciar":
  1. Experiências melhoram com o tempo. São reinterpretadas e ganham novos significados a medida que você vai envelhecendo. Coisas, pioram com o tempo.
  2. Experiências duram mais. Ficam para sempre na sua memória e podem ser revividas. Coisas, acabam.
  3. Experiências escapam de comparações cruéis porque são únicas. Coisas (principalmente as do vizinho), são comparáveis e invejáveis.
  4. Experiências, também por serem únicas, demandam uma adaptabilidade maior (passar um mês numa tribo de índios). Coisas, são compatíveis na essência, para facilitar seu consumo e "esvaziam" mais rápido, perdem o encanto (aliás, tem coisas que perdem o encanto na hora seguinte à compra, é irritante).
  5. Experiências tendem a ser mais sociais, parte fundamental de qualquer teoria de felicidade, autoestima, etc.
  6. Experiências podem ser compartilhadas, sem que que o dono deixe de possuí-las. Pelo contrário: todos os envolvidos ficam mais ricos, o valor da experiência aumenta.



*






* daí, já pensou no seu presente de Natal? naquele que a gente oferece a si mesmo? taí uma boa sugestão. ** mais um texto sugadinho (suavemente e de canudinho) do Wagner Brenner (só o neologismo do título e no corpo do texto é coisa minha).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Há poucas horas do Natal...

Não custa (nada, mesmo) lembrarmos de Oscar Wilde:

"Vivemos um tempo em que as coisas desnecessárias
são as nossas únicas necessidades.
Hoje sabemos o preço de tudo e o valor de nada."