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domingo, 4 de setembro de 2011

Mantra


e tenham todos uma boa semana!



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* eu avisei. nem vem, que já vou mostrando as garrrrrras!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por uma vida mais picante


Ode às Picâncias por Hugo Delgado*


"Meu señor, minha señora, señorita, que medo é esse contra o chilito? Na minha terra usamos "chilito" quando falamos com carinho, sentimento que sinto em abundância por este fruto do continente americano que se espalhou pelo mundo pelas barcas espanholas e portuguesas: a pimenta!

Sou apaixonado pela pimenta que me perfuma os momentos, me incita travessuras, me pica a curiosidade, que me arde os lábios e me queima a língua, que me adormece as extremidades, hipnotiza meus pensares, me da água na boca, acelera meus pulmões, me excita as paixões e me erotiza as intenções. Como alguém poderia voluntariamente se privar de um alimento com tantos benefícios comprovados?

Hoje o chile é personagem central nas culinárias de muitos países e quase a metade da humanidade se rende aos encantos deste elixir. Coloque um pouco do mexicano chipotle nos ovos mexidos do café da manhã e o dia fica ensolarado. Para se refrescar numa acalorada tarde em Belém do Pará a tradição manda um escaldante tacacá com sua pimenta-de-cheiro amazônica. E basta sentir nos lábios os efeitos do pequeno - mas picante - olho de pássaro de um explosivo curry thai para se sentir a verdadeira Angelina Jolie.

A pimenta é um prazer que deve ser encarado sem pudor! Para os temerosos, sugiro receitas tolerantes. E para os valentes, os pratos que separam os machos dos macho-menos, como diria a minha mãe. Que tal? Vamos cozinhar juntos por uma vida mais picante?"


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* Hugo é mexicano e restauranter do Obá, casa paulistana de fusionfood latinoamericana. ** a ilustração é propositalmente rosinha, suave e úmida, vinda diretamente do lado oposto do México no globo terrestre - um contraponto de equilíbrio para o retrogosto red hot chilli pepper que texto deixa na língua...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tração animal


"Valorizamos muito o esforço, como se o fato de alguém correr fosse a maneira de provar que não está parado. Mas não é. Podemos correr e muito, e muito rápido e no fim continuar exatamente na mesma posição. A isto chamamos correr em circúlos. O elogio do esforço bruto é o elogio das máquinas de musculação - alguém que levanta 10 vezes seguidas setenta quilos pode ter treinado os músculos, mas não alterou em nada o mundo.

Por vezes, olhando de longe, parece isto mesmo: que grande parte da cidade foi colocada dentro de um ginásio de musculação. E lá dentro, com grande esforço, as pessoas correm nas esteiras e nas bicicletas que não saem do lugar, levantam pesos e, ao fim, quando saem do ginásio, estão todos cansados e talvez com mais músculos, mas as máquinas e os pesos ficam onde estavam. Nada mudou no mundo e nada foi feito de novo.

Há quem, pelo contrário, valorize o não esforço - que não se mede por litros de suor perdido, mas por mudança de posição. Alguém que dá um passo, um único passo, na direção certa move-se mais (em relação ao movimento que realmente importa, o movimento eficaz) do que alguém que corre trinta quilômetros. É isto que defendem os adeptos da eficácia. Correr trinta quilômetros na direção errada é o mesmo que começar do número negativo menos trinta. 

Não é o esforço que deve ser valorizado mas sim o esforço na direção certa. Não o esforço tonto, o esforço que parte de uma racionalidade, que parte de alguém que, antes de fazer algo, orienta-se. Que antes de fazer, sabe e só depois faz. É essa, aliás, a diferença entre o trabalho humano, a máquina e a tração animal".


Gonçalo M. Tavares


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* Gonçalo Tavares é angolano e um dos maiores expoentes da literatura portuguesa atual. Dele, uma vez escreveu Saramago: "Gonçalo Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater". ** a imagem de Marilyn só está aqui a provar de que a beleza existe sem esforço algum.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Decidi ser feliz, no outono


"Tem uma hora na vida de toda mulher em que ela precisa decidir se vai ser feliz ou se vai ser magra. Eu decidi ser magra. E nem paladar eu tenho mais." (Natalie, personagem de Deborah Secco na novela Insensato Coração, da Rede Globo)


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* na ilustração, Hilda, a pin up fofinha criada em 1958 pelo ilustrador Duane Bryer.