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"Não digas nada! Nem mesmo a verdade. Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender.
Não digas nada..."
[Fernando Pessoa]
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está lá, no texto onde descrevo a performance de Marina Abramovic no MoMa, escrito em 2010 e só postado em maio de 2011: 'a
edição é uma função que nunca termina - ou o assunto é raso, não nos
mobiliza e cansa ou a gente se cansa de tanto matutar o assunto que não
cansa - e só acaba quando paramos de matutar. o que ainda não é o caso
deste texto...' premonitório? nem eu sei responder... a gravação do encontro destes dois ex-amantes deixa esta pergunta e os dois textos que escrevi sem ponto final. para sempre. uma neverending story... e não seria esta expressão um sinônimo para o amor?